África conta actualmente com cerca de 36,3 milhões de hectares de ecossistemas em processo de recuperação, segundo um relatório das Nações Unidas que aponta para 252 milhões de hectares em restauração em 149 países.
O documento, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e parceiros, considera o actual esforço de restauração ambiental o maior já documentado, embora alerte que o ritmo continua abaixo do necessário para atingir as metas definidas para 2030.
A Ásia lidera o processo, com cerca de 192,2 milhões de hectares em recuperação, seguida de África. A Europa contabiliza 9,1 milhões de hectares, a América do Norte e Central 5,8 milhões, a América do Sul 5,4 milhões e a Oceânia 3,2 milhões.
As Nações Unidas estimam que o financiamento anual destinado à restauração dos ecossistemas deverá aumentar dos actuais 64 mil milhões para cerca de 296 mil milhões de dólares até 2030, caso a comunidade internacional pretenda cumprir os compromissos assumidos.
O relatório chama ainda a atenção para os ecossistemas de água doce, marinhos e costeiros, considerados entre os mais atrasados no cumprimento das metas globais de recuperação ambiental.
29/10/2026





