Equity Group planeia adquirir banco em Angola em 2026 após impasse na Etiópia

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O Equity Group, liderado por James Mwangi, prevê adquirir uma participação maioritária num banco angolano em 2026, após atrasos na sua entrada no mercado da Etiópia devido a restrições regulatórias.

A decisão surge depois de vários anos de tentativa de expansão para a Etiópia, considerada uma prioridade estratégica do grupo. Apesar da abertura formal do sector bancário etíope ao investimento estrangeiro em dezembro de 2024, as regras impostas têm limitado o avanço de investidores internacionais.

Entre as principais restrições estão o limite de 40% para participações estrangeiras em bancos locais, o teto global de 49% para capital estrangeiro e a exigência de um capital mínimo elevado, a ser realizado em moeda externa. O Equity mantém um escritório de representação em Adis Abeba há sete anos, mas ainda não conseguiu concluir uma operação no país.

Perante este cenário, o grupo decidiu avançar para Angola, onde o sector bancário atravessa um processo de consolidação impulsionado por novas exigências de capital mínimo. As medidas têm levado bancos de menor dimensão a fundirem-se ou a sair do mercado, criando oportunidades para investidores regionais.

O banco a ser adquirido não foi divulgado, mas a operação deverá permitir ao Equity reforçar a sua presença em África, onde já opera em sete países.

O interesse por Angola não é exclusivo. Outras instituições, como o Access Bank, da Nigéria, e o Standard Bank, da África do Sul, também estão a avaliar oportunidades no mercado angolano.

Angola, segundo maior produtor de petróleo em África, tem vindo a apostar na diversificação económica e apresenta um sector bancário ainda pouco desenvolvido face ao potencial da sua economia, fatores que aumentam a atratividade para investidores.

A aposta no país acontece num momento de forte desempenho financeiro do Equity Group, que registou um aumento de 55% no lucro em 2025, atingindo 75,5 mil milhões de xelins quenianos (cerca de 580 milhões de dólares).

O grupo mantém como meta operar em 15 países africanos até 2030. A entrada em Angola deverá marcar mais um passo nessa estratégia, enquanto a expansão para a Etiópia permanece dependente da evolução do enquadramento regulatório.

24/03/2026