IFC financia expansão do Grupo Carrinho com até 40 milhões de dólares

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O Grupo Carrinho vai beneficiar de um financiamento de até 40 milhões de dólares norte-americanos da International Finance Corporation (IFC), braço do Grupo Banco Mundial dedicado ao financiamento do sector privado, para apoiar a expansão das suas operações industriais em Angola.

Segundo a Forbes África Lusófona, a parceria foi anunciada por Nelson Carrinho durante a segunda edição do Fórum de Investimento da África Lusófona. A publicação refere que, de acordo com informação disponível no portal oficial da IFC, o financiamento está associado a um programa de investimentos avaliado em 52,1 milhões de dólares.

A Forbes África Lusófona adianta que o programa prevê a expansão da capacidade de moagem de trigo, a construção de um armazém no complexo industrial de Benguela, a instalação de uma cozinha central em Luanda, a aquisição de novos camiões e a implementação de software de gestão empresarial nas lojas do Grupo Carrinho.

De acordo com a mesma fonte, os investimentos inserem-se na estratégia de substituição de importações desenvolvida pelo Grupo desde 2016, com o objectivo de reforçar a capacidade produtiva nacional e contribuir para a segurança alimentar em Angola. A parceria com a IFC inclui igualmente assistência técnica, formação e apoio ao desenvolvimento de ligações comerciais entre produtores agrícolas e o mercado.

A Forbes África Lusófona refere ainda que, desde 2021, a IFC presta assistência técnica ao Grupo Carrinho, com incidência nas cadeias de produção de aves e cereais destinados à alimentação animal. A iniciativa contempla apoio a agricultores e a micro, pequenas e médias empresas ligadas à cadeia de valor agroindustrial.

Segundo a publicação, a IFC estima que o investimento contribua para aumentar a produção nacional de farinha de trigo e derivados, dinamizar a actividade económica, criar oportunidades de emprego e reforçar as relações comerciais com fornecedores locais, incluindo pequenos produtores agrícolas. O financiamento poderá igualmente ampliar o acesso do sector agroindustrial angolano a recursos de longo prazo destinados à modernização das infra-estruturas e ao aumento da competitividade.

29/10/2026