Angola inicia exploração de nióbio

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Angola inicia, este ano, a exploração do metal raro nióbio, anunciou, esta segunda-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

Nióbio é um metal raro e estratégico usado para fortalecer ligas metálicas e o aço, e é aplicado nas indústrias aeroespacial, automóvel, siderúrgica e de construção civil e no fabrico de turbinas e equipamentos médicos.

Em declarações à imprensa, na cerimónia celebrativa dos 32 anos do início das explorações no bloco petrolífero 15, Diamantino Azevedo precisou que o projecto, localizado no município de Quilengues (província da Huila), já foi concluído e aguarda inauguração.

Adiantou que o projecto, que criou mil empregos directos e 200 indirectos, deverá colocar Angola no mapa global de mais um recurso natural estratégico.

Com a entrada em funcionamento da estrutura, disse o ministro, Angola deverá integrar a restrita lista de países produtores deste metal, encabeçada pelo Brasil e Canadá.

Segundo o dirigente, a exploração de nióbio contribuirá para captar divisas e diversificar a economia nacional.

Orçado em 150 milhões de dólares, o projecto é da responsabilidade da Sociedade Niobonga e prevê a produção de oito mil toneladas de ferronióbio e 150 mil de ácido sulfúrico.

Na ocasião, Diamantino Azevedo anunciou que, esta terça-feira, iniciam os trabalhos de extensão da mina de cobre do Uige.

Trata-se da primeira mina moderna de cobre à céu aberto, inaugurada em Angola, desde a Independência do país.

Dimensionada para processar quatro mil toneladas de minério bruto por dia, a infra-estrutura marcou o reinício da produção de cobre na região, após mais de 50 anos de inactividade.

Aumento da produção de petróleo

Durante a sua intervenção, o titular da pasta desafiou os operadores do sector a reforçarem os investimentos para ultrapassar a meta de produção de um milhão de barris de petróleo por dia, em Angola.

Lembrou que, nos últimos nove anos, o país licitou 72 blocos petrolíferos e reconheceu que os resultados efectivos levarão tempo.

Angop, 09/01/2026