Banco de Fomento Angola torna-se primeiro banco angolano com correspondência com o norte-americano Citibank

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O banco angolano descreve a operação como um “marco histórico na internacionalização da banca angolana”, tendo agora acesso à infraestrutura e rede internacional do banco norte-americano.

O Banco de Fomento Angola (BFA) tornou-se no primeiro banco angolano a estabelecer uma relação de correspondência bancária e a abrir uma conta em dólares junto do banco norte-americano Citibank, anunciou esta terça-feira a instituição financeira.

O BFA descreve, em comunicado, a operação como “um marco histórico na sua estratégia de internacionalização”, tornando-se no primeiro banco angolano a estabelecer esta ligação com “uma das maiores instituições financeiras do mundo e um dos principais bancos dos Estados Unidos”.

Esta nova relação, descreve o comunicado, “fortalece a capacidade do BFA para apoiar os seus clientes, empresas e investidores, criando possibilidades para pagamentos internacionais, comércio externo e fluxos financeiros globais, bem como novas oportunidades de negócio, de relacionamento com instituições e parceiros internacionais”.

“Ao estabelecer esta relação, o Citibank passa a disponibilizar a sua infraestrutura e rede internacional para suportar o processamento de operações do BFA, reforçando a capacidade do banco para acompanhar e facilitar os fluxos financeiros dos seus clientes entre Angola, os Estados Unidos e o resto do mundo”, refere o comunicado.

O estabelecimento desta relação representa, segundo a instituição, “um importante sinal de confiança na solidez, governação, controlo de risco, “compliance” (cumprimento de regras) e capacidade para operar de acordo com os mais elevados padrões do sistema financeiro internacional”.

Segundo o BFA, “este marco reforça a ambição do banco de assumir um papel cada vez mais relevante na ligação entre a economia angolana e os principais centros financeiros internacionais”.

“É uma conquista para o BFA, um marco na internacionalização da banca angolana e um passo para aproximar Angola do sistema financeiro global“, refere.

Observador, 25/08/2026