Grande parte da Europa Ocidental enfrenta uma intensa onda de calor, com temperaturas excepcionalmente altas com recordes constantes de temperatura.
Este clima atípico para esta época do ano é resultado de uma onda de calor com um forte sistema atmosférico de alta pressão, originário do norte da África e de deslocamento lento, está a reter o ar quente sobre a Europa, funcionando como a tampa de uma panela com água a ferver.
De facto, a Europa está a aquecer duas vezes mais rápido que a média global. A temperatura média no continente aumentou 2,5 °C em comparação com os níveis pré-industriais do final do século 19. No mundo global, os investigadores registaram um aumento médio de 1,4 °C.
A alteração climática trata-se de um tema importante para a humanidade, mas exige-se um tratamento adequado racional, informação adequada e menos dramatização.
Noutro segmento os impostos “verdes” não se encontram proporcionais ao nível da gravidade racional da situação.
Os impostos verdes na Europa integram o Pacto Verde Europeu e incidem sobre energia, poluição e transportes. Em 2024, estes impostos renderam aos cofres portugueses cerca de 5,9 mil milhões de euros, representando 5,7% da receita fiscal global.
Os países da União Europeia obtiveram 325,8 mil milhões de euros em impostos relacionados com o ambiente ao longo do ano de 2021, indica o Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu.
O total de impostos ‘verdes’ corresponde a cerca de 2,2% do produto interno bruto (PIB) do conjunto dos 27 países da União Europeia (UE). “As receitas fiscais com impostos ambientais da UE registaram em 2021(últimos dados) um aumento notável de 8,5% (mais 25,6 mil milhões de euros) em comparação com 2020” faz notar o Eurostat. Entre 2000 e 2019, os impostos ambientais da UE apresentaram uma trajetória ascendente consistente, com um crescimento médio anual de 2,6%.
Os Estados Unidos utilizam a “tributação verde” maioritariamente através de incentivos fiscais em vez de multas pesadas.
A preocupação com alterações climáticas é importante, mas justifica a dimensão da carga fiscal suportada pelos contribuintes perante um aumento de temperatura de 1.4 graus nos últimos duzentos anos no planeta?
É translucido a dramatização imposta e desinformação constante tendo objectivos fiscais inerentes.
Mais calor mais impostos.

* Docente Universitário
Consultor Financeiro
07/07/2026





