Bicuar National Park Receives 20 Elephants from Namibia to Boost Biodiversity

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O Parque Nacional do Bicuar, na província da Huíla, recebeu 20 elefantes da espécie Loxodonta africana, provenientes da República da Namíbia, no âmbito do programa de repovoamento das áreas de conservação de Angola. A iniciativa visa reforçar a biodiversidade, recuperar os ecossistemas e aumentar o potencial turístico das zonas protegidas do país.

A introdução dos animais no parque foi antecedida por estudos científicos destinados a avaliar as condições do ecossistema, nomeadamente a disponibilidade de água e de alimentos. Segundo a directora-geral adjunta para a área técnica do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), Marta Zumbo, as avaliações confirmaram que o Bicuar reúne condições adequadas para garantir a sobrevivência e reprodução dos elefantes.

Marta Zumbo explicou que o processo de repovoamento abrange, numa primeira fase, três áreas consideradas prioritárias pelo INBAC: o Parque Nacional do Bicuar, o Parque Nacional da Quiçama e o Parque Regional da Chimalavera. A estratégia pretende aumentar a presença de espécies em zonas onde as populações animais são reduzidas e contribuir para a recuperação do equilíbrio ecológico das áreas de conservação.

Além da introdução de animais provenientes de outros países, o instituto prevê intensificar a realocação de espécies dentro do território nacional. A medida consiste na transferência de animais de áreas onde existem populações consideradas suficientes para outras zonas de conservação com menor densidade, reduzindo a dependência de operações internacionais de repovoamento.

Segundo a responsável, a estratégia permitirá aproveitar melhor as populações já existentes nas áreas protegidas angolanas e reforçar a conservação das espécies em diferentes regiões do país. A chegada dos 20 elefantes ao Bicuar representa, assim, uma das etapas do programa destinado a recuperar a fauna e aumentar a capacidade de conservação dos parques nacionais.

O INBAC considera que o repovoamento das áreas protegidas constitui igualmente uma oportunidade para valorizar o património natural e criar melhores condições para o desenvolvimento do turismo de natureza. A instituição enquadra a iniciativa nos esforços de Angola para preservar a biodiversidade, recuperar ecossistemas e reforçar a gestão das áreas nacionais de conservação.

C/JA, 24/10/2026